segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Leitura nos olhos dos outros - Rosely Sayão

Se ler é bom, por que nós adultos, lemos tão pouco? No Brasil, a média por pessoa é de só um livro por ano



Recentemente foi comemorado o Dia Nacional do Livro. A data lembrou a importância da leitura na vida das crianças e de todos nós.

Esse é um bom motivo para refletirmos sobre a contribuição que o mundo adulto dá para que os mais novos tenham a chance de desenvolver o gosto pela leitura.

Primeiramente, é bom reconhecer que temos uma posição bastante moralista a esse respeito. Famílias e escolas repetem à exaustão que ler é uma coisa boa.

Desde os primeiros anos escolares até o último ano do ensino básico, a lista de livros obrigatórios é enorme.

Mas será que ler é mesmo bom? Se é, por que temos de repetir tanto essa recomendação e nem assim conseguimos resultados?

Talvez porque obrigação não combine com prazer e ler deveria ser uma questão de prazer. Muita gente se preocupa em desenvolver o hábito da leitura. Prova disso é que nossas crianças ficam com a agenda abarrotada de coisas para ler.

Entretanto, hábito é coisa bem diferente de vontade. Em relação à leitura, o que podemos fazer é plantar nos mais novos a vontade de ler, mostrando as emoções que essa experiência proporciona.

A segunda questão que temos é a seguinte: se ler é tão bom assim, por que é que nós, os adultos, lemos tão pouco? Pesquisas mostram que o índice de leitura espontânea no Brasil é de pouco mais de um livro por ano! Muito pouco, quase nada, na verdade.

Isso significa que, depois que o jovem sai da escola, ele simplesmente deixa de ler.

O que podemos fazer para que os jovens encontrem seu próprio caminho no mundo dos livros? Para que desenvolvam um gosto verdadeiro pela leitura?

Os pais podem, por exemplo, ler e contar histórias para os filhos pequenos. Muitas famílias já cultivam o momento da história, lendo para os filhos de até seis anos antes de a criança se recolher. A questão é que eles não sabem como seguir com esse ritual depois que a criança cresce.

A partir dos sete, oito anos, muitas famílias se rendem aos outros interesses que a criança passa a ter: programas de televisão, internet, videogames, jogos de computador etc.

Entretanto, ouvir e contar histórias para os filhos é um hábito que poderia seguir até o fim da infância como um grande incentivador não apenas do gosto pela leitura, mas também como um elemento intensificador das relações familiares.

Depois que a criança ganha fluidez, é hora de pedir para que ela também leia para os pais. Mostrar interesse pelos livros que ela escolhe, ouvir com atenção as histórias que a criança conta sobre sua própria vida e ler ao seu lado são excelentes maneiras de estimular a atividade leitora dos mais novos.

As bibliotecas também poderiam funcionar como locais de incentivo do gosto pela literatura. Para isso, precisariam ser fisicamente mais atraentes, com livros e atividades interessantes. As famílias poderiam incluir a ida à biblioteca como um programa familiar, não é verdade?

Ler sempre --mesmo que por pouco tempo--, comentar sobre os livros que estão lendo e incluir alguns exemplares na bagagem das férias são atitudes que os pais podem adotar para mostrar aos filhos, na prática, que ler é bom de verdade.

E as escolas? Essas têm um enorme potencial para desenvolver com seus alunos o interesse pela leitura. A maioria tem optado pelos caminhos mais fáceis e menos produtivos: responsabilizar as famílias por isso e obrigar os alunos a ler. Poucas são as escolas particulares que têm uma biblioteca atraente.

Aliás, aí está uma boa questão para os pais que procuram escolas para os filhos: visitar a biblioteca escolar e saber como ela é usada por alunos e professores.

E, por falar em professor, quantos deles demonstram aos alunos que têm paixão pela literatura?

Se ler é mesmo bom, vamos provar isso aos mais novos.


domingo, 18 de novembro de 2012

Relato Reflexivo - Alcinei

  Já  realizei vários cursos, inclusive pós graduação, mas quase todos dentro da área especifica de formação na área de ciências Humanas e sempre aprendi coisas novas que enriqueceu e melhorou minha prática docente. E com este não poderia ser diferente.
            O curso Leitura e Escrita está sendo o primeiro que estou  realizando nesta área, e fiquei maravilhado com que aprendi.
            No módulo um o que me chamou a atenção foi a dinâmica que possui um hipertexto na qual possibilita ao leitor diferentes significativas mudanças nas formas de interação entre o escritor e o leitor, entre escritor e texto, entre leitor e texto, até mesmo entre o ser humano e o conhecimento.
             No módulo dois, foi possível analisar o depoimento de vários personagens de diferentes áreas sobre o papel da leitura e escrita em suas vidas. Ainda neste módulo  foi criado o  blog, e também conhecer um pouco de sua  história assistindo o vídeo do jornalista Carlos Nepomuceno. Esta experiência foi incrível, pois foi possível compartilhar nossas experiências de leitura e escrita. E também a entrevista com o Professor Simão Pedro falando  nas novas tecnologias utilizadas na escola e a mudança de postura  do professor.
            No módulo três foi possível identificar e compreender diferentes características de textos relacionando – as ao gênero e os demais elemento do contexto de produção ainda a escrita em diferentes gêneros e os elementos  constituintes dos gêneros.
            No módulo quatro foi elaborada a questão discursiva sobre as capacidades necessárias para compreensão e construção dos textos e a leitura dos excetos sobre texto e leitura e a participação do fórum sobre o assunto.
             Para mim esta experiência foi muito válida para meu trabalho docente e a importância da leitura e escrita em todas as áreas  e espero participar de outros cursos nestes moldes.

Relato Reflexivo - Angela


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Relato Reflexivo - Andrea

Apesar de na época de escola não ser muito amiga da disciplina de Língua Portuguesa, depois enquanto professora de Ciências senti a necessidade de ampliar meus conhecimentos a respeito do assunto leitura e escrita, pois como discutimos no início do curso este tema diz respeito a todas as disciplinas.
O curso em questão veio ao encontro dos meus anseios.
O módulo 1 possibilitou o contato com práticas de leitura comuns na internet, tais como o preenchimento do perfil, da apresentação, de cadastro e formulários. Não tive dificuldade no desenvolvimento dessas atividades por conta das minhas vivências nesse meio.
No módulo 2 pude refletir sobre as minhas experiências vividas em relação a leitura e a escrita, bem como, conhecer a dos colegas e de algumas personalidades da nossa cultura. Essa reflexão fez com que eu percebesse o quanto é importante o contato com portadores de texto desde a infância. O contato com Blogs e sua construção não foi uma novidade. O que foi desafiante foi coordenar virtualmente um grupo de professores, onde as disponibilidades para a leitura das orientações e/ou as colaborações foram inconstantes. Ainda neste módulo foi possível tomar consciência das exigências que a Web 2.0 acarreta para a atuação do professor e para o desempenho dos alunos.
O módulo seguinte, o módulo 3, foi bem interessante. Eu acredito que só podemos ensinar alguma coisa a alguém se soubermos fazer. Nesse momento tive a oportunidade de produzir um texto de um gênero, notícia, que eu nunca tinha escrito antes e ainda comentar as produções dos colegas. Para realizar os comentários precisei estudar cada gênero proposto. Não foi fácil!!!
O curso chegou a fim e iniciei o módulo 4. O tema tratado, capacidades de leitura é de extrema importância para o meu trabalho com os alunos e como formadora de professores na área da tecnologia educacional.
Quero deixar aqui registrado que o não fornecimento das respostas corretas da última questão objetiva (3 questões), não permitiu que eu concluísse minhas reflexões e tivesse um pleno entendimento do assunto.
Os textos e vídeos destinados aos meus estudos e consequentemente a ampliação do meu repertório foram ótimos. Os comentários da tutora e dos colegas a respeito das minhas contribuições e produções garantiram que eu fizesse sempre uma auto-avaliação da minha prática e procurasse melhorar e/ou buscar mais informações para aprofundar meus conhecimentos.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Relato Reflexivo - Carla

            É a segunda experiência que tenho com  trabalho utilizando blog. Percebi o quão importante é utilizar o contexto digital em nossa vida profissional. Você, junto com outras pessoas, enriquecem o trabalho, trocam experiências e  textos desconhecidos e interessantes, tiram dúvidas, aprendem utilizar ferramentas necessárias para se trabalhar digitalmente e ver como é possível usar em qualquer série/ano.
            Também o que me chamou a atenção é que sempre é bom ler sobre leitura, pois estudos continuam e nos fazem refletir sobre o aperfeiçoamento em nossa prática diária.
            Gostei do esquema do curso: ler, responder perguntas, interagir com pessoas de diversas áreas, trocar experiências e manter contato com tutora e grupo.
Para mim, a colaboração  foi fundamental para o sucesso do curso.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Chegamos ao final ...

Neste momento estamos vivenciando as atividades finais do curso.

Nos foi proposto elaborar um relato reflexivo que contemple o processo pelo qual passamos e as possíveis contribuições para o trabalho, em nossa disciplina, com as práticas de leitura e escrita.


Aguarde nossos textos!!!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Do que depende a compreensão de um texto?

A compreensão de um texto segundo Kleiman e Moraes depende da relação que fazemos entre o significado de um texto com o de outro. Esta relação é chamada de intertextualidade.
Para o leitor compreender a intertextualidade presente em um texto é necessário que ele tenha um certo repertório ou vivência do tema tratado. Por exemplo, para compreender o significado da imagem (em anexo) utilizada na publicidade da Bombril, o leitor precisa conhecer a Mona Lisa, obra de Leonardo Da Vinci.




Veja o vídeo abaixo:


O sociólogo francês, Bourdieu (1964), explica a falta deste conhecimento como a ausência de capital cultural  dos alunos das classes sociais menos favorecidas.



Para auxiliar os alunos na compreensão de um texto os professores podem lançar mão da estratégias de leitura.

Veja o texto abaixo:

Domínios de leitura ou estratégias de leitura
I) ANTES DA LEITURA
a) Objetivos: ativar os conhecimentos prévios dos alunos sobre determinado assunto e gênero textual; levantar hipóteses sobre o título e o tema a serem tratados no livro; antecipar informações sobre o assunto e o gênero  em questão.
b) Capacidades de leitura a serem desenvolvidas:
- Ativação dos conhecimentos prévios
- Levantamento de hipóteses (aluno)
- Antecipação de informações (professor)
II) DURANTE A LEITURA
a) Leitura integral do texto, pelo professor ou compartilhada.
b) Pausas para destacar recursos expressivos da linguagem (vocabulário, figuras de linguagem, recursos sonoros, expressões, descrições) utilizados pelo autor.
c) Pausas para resumos coletivos.
d) Capacidades de leitura a serem desenvolvidas:
 - Inferências locais e globais
- Ativação de conhecimento prévio
- Checagem das hipóteses
III) DEPOIS DA LEITURA
Capacidades de leitura a serem desenvolvidas:
a) Checagem das hipóteses (se as hipóteses iniciais são válidas).
b) Apreciação estética do texto (de qual versão mais gostaram, por quê?)
c) Apreciação valorativa do texto (valores sociais e morais).
d) Comparação de informações (semelhanças e diferenças).
e) Intertextualidade (textos e imagens que remetem ao estudado).

Texto elaborado pela profª Tamar Naline Shumiski, com base no livro Estratégias de leitura, da profª Isabel Solé, Editora Artmed, e no texto Letramento e capacidades de leitura para a cidadania, da profª Roxane Rojo. 15/11/2012.